«Como estão as coisas por aí?»
«Aqui deste lado está tudo muito confuso!»
«Confuso como?»
«As pessoas atropelam-se umas às outras, magoam-se. Tem medo de dar um passo em falso e se dão um passo fora do caminho definido, recuam de imediato. É como se um nevoeiro denso lhes toldasse a visão e um vento ensurdecedor lhes conduzisse à apatia. E por aí?»
«Por aqui andamos como o tempo. Calados nos dias cinzentos, frios nos dias chuvosos, alegres nos dias quentes e cabisbaixos perante as tempestades.»
«Vivemos em mundos diferentes, mas somos iguais, portanto. Já não corremos, já não esperamos. Conversamos, vivemos o dia a dia e ignoramos...»

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